Arquimedes Vale



Homenagem Ao Dr. Joaquim Itapary Pelos Seus 80 Anos De Vida.

Sinto muita satisfação por estar nesta congregação na qual o que nos une é a origem geográfica, o interesse cultural e literário e acima de tudo a amizade.
            Viemos de uma pequena propriedade sentimental, cuja superfície se constitui em uma divina obra de arte, elaborada pela colagem de retalhos biomáticos, que expressam a imponência dos nossos alagados, numa belezaria de águas, plantas e pássaros. Daí vem o nosso orgulho de um chão bento, do qual, a nossa devoção, à guisa de raiz, tira a inspiração nutritiva que frutifica em intelectualidade, cientificidade, profissionalismo, capacidade e as perfeições poéticas, prosaicas e artísticas.
            Pairamos sobre tudo isso com a leveza e sublimidade da amizade, provida pelo vapor opsofágico dos nossos peixes e das nossas aves, que foge das nossas   cozinhas, enquanto pegamos a farinha d’água (talvez dos Viegas) para fazer o pirão. Comungamos preferencias, então queremos estar juntos no desfrute de comodidades, próprias da nossa vida como a tapuirana, ou do incomparável sabor do nosso invejável queijo. Se não estivermos nessa materialidade pelo menos sonhemos, como agora, e veneremos esse monumento de sentimentalidade, que escora a nossa existência.
            Um solo pátrio tem como maior riqueza a sua gente, as suas tradições, seus costumes, desde que estes tenham como meta o seu engrandecimento. Sendo as pessoas o fulcro de toda geração positiva são merecedoras de atenção e encômio, aquelas que agem como fonte de irradiação luminosa que será refletida na sua terra, distinguindo-a.
            Estamos em um momento especial, inaugurando uma nova Diretoria, festejando mais um ano de fundação da nossa augusta Academia São-bentuense e parabenizando os aniversariantes do mês. Temos mais um motivo para estes festejos. Homenagear, na acepção mais concreta deste verbo, um são-bentuense, um acadêmico, um amigo, um Presidente de honra e um notável ser humano: Dr. Joaquim Sales de Oliveira Itapary Filho, que daqui há pouco estará subindo mais um degrau do tempo, desses que fazem a escada da idade, e alcançará a provectude dos seus oitenta anos.
            Pelo que conhecemos da sua vida profissional, da sua obra, da sua personalidade e da firmeza das suas atitudes, estamos plenamente convencidos que ele é o mais ilustre dos são-bentuenses vivos, e bem vivo e um dos maiores intelectuais em atividade no Estado do Maranhão. Por isso nos orgulhamos de tê-lo em nossa companhia, de receber suas orientações de mestre, de conhecer o equilíbrio das suas ideias declaradas em suas crônicas.
            Para intumescer ainda mais a nossa satisfação de estarmos nesta expressão de admiração e respeito a este nosso brilhante conterrâneo, que mesmo carregando genética da aristocracia, lembramos das muitas vezes que estivemos em nossa querida São Bento em atividades da Academia ou passeios independentes e o Dr. Joaquim sempre fez questão de se lambuzar com a sambentuensidade. Comendo as nossas iguarias, frequentando todos os lugares, ombreando-se com o povo e enchendo a sua bagagem de volta com as lembranças de sua infância. Na sua sacola de simplicidade sempre trouxe momentos de liberdade que o bem-estar pode proporcionar e acalmar o ânimo.
            Dr. Joaquim, estamos em regozijo por sua longevidade, da qual temos nos aproveitado para convivermos com um exemplo. Temos o reconhecimento da sua inestimável contribuição, de todas as formas, para a nossa Academia.
            Deixamos aqui a sinceridade da nossa homenagem por ter chegado até estes dias, aos seus oitentas anos, impávido e resoluto. Desejamos que os seus dias sejam alegres e incontáveis.
            Meus parabéns e de todos os presentes.
                                                                       Arquimedes Vale
                                                                                  20/04/2016




Salvar texto

Volta                     








Arquivo

Autor: Álvaro Melo

Waldemiro Antônio Bacelar Viana

O grande Pitigrili,  um dos escritores  preferidos  de minha geração ,  escreveu: as coisas são como são, e não como se vê.  Nessa visão têm  motivos  os que  dizem que eu mando na Academia.  Maldosos  mendazes.  Sou apenas um cabo cerra-fila, cumpridor de ordens,   gladiador intimorato das causas que engrandecem minha terra.  Nossa  confraria é uma delas, a maior delas...

Leia mais

Autora: Miriam Angelim

Ele vive entre nós

Lendo há algum tempo a escritora gaúcha Lya Luft, encontrei e guardei uma citação feita por ela em versos da escritora e poetisa americana Edna St. Vicent Millay sobre a morte, que, no meu entender, cabe muito bem no sentimento que expresso neste instante...


Leia mais



Autor: Moisiel Rocha

Esse chão que é meu

Esse solo que piso, essa terra que amo. A magia, os encantos e amores...  Os primores que não encontro cá.
Esse chão...


Leia mais